sábado, 20 de março de 2010

(Con)Vivendo...


Caminhava até o ponto de ônibus, com os fones estourando uma música de rock pesado nos ouvidos, todos os dias. Recebia olhares tortos e observava a vizinha cochichar com a filha, provavelmente, alertando-a para não seguir o exemplo daquela rockeira sem causa. Suspirava ao tentar aumentar mais ainda o volume do pequeno MP3 preto que estava preso em sua calça, quando este já estava no volume máximo.
O ônibus chegara. A rockeira entrou logo nele, sem se importar se era por ordem de chegada, caminhou até o final do veículo - ignorando mais olhares feios - e sentou-se no último banco para olhar as ruas pela janela. Aquilo a relaxava. Menos de dois minutos depois, a música não ocupava mais seu ouvido. O aparelho descarregara, "Que droga!", ela pensava. Ligou sua segunda opção, um celular desgastado cheio de adesivos descascados, e colocou um rock de uma banda nova e desconhecida nas alturas. Na verdade, nem tão alto, já que o celular não abrangia de um alto falante potente. O ônibus todo olhou para a cara dela: "Desliga isso!", "Fone existe pra quê?", "Escute uma música normal!". Ela ouvira tudo pacientemente e, depois de abaixar o volume um pouco, falou: "É um transporte público e essa música é tão normal ou melhor do que as que vocês escutam. Meu MP3 descarregou e o fone não pega em meu celular. Os incomodados que se mudem ou, da próxima vez, tragam algodão para os ouvidos". O motorista sorriu: também era rockeiro. Ela aumentou o volume e voltou a relaxar.
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Acho que escrevo coisas melhores. O texto é bobo demais, eu sei. Só o digitei para mostrar que nem tudo que é normal pra você, também é pra mim. Nem tudo que você gosta, eu gosto. Mas temos que viver em sociedade e aceitar a convivência dolorosa (ou não) de nosso cotidiano.
O que a rockeira fez foi errado e certo ao mesmo tempo. Errado porque ninguém é obrigado á gostar ou escutar a música que ouvimos. E certo porque, querendo ou não, ônibus é publico e, se o motorista não se incomodou, ela pode escutar á vontade.
Esse é o meu ponto de vista. Concorda ou discorda? Comente o que você acha, estou apta á mudanças.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Períodos do amor

Quero falar daquele que causa sensações estranhas, que nos faz bem e mal e que é essencial em nossa vida... Ah, o amor!
Gosto de dividi-lo em três pequenas e complicadas partes:
Período inicial: a paixão - á primeira vista ou não - nos faz ficar melancólicos, sensíveis e com o pensamento somente naquela determinada pessoa que conquistou nosso coração sem, ao menos, perceber. Ao chegar perto dela, ficamos sem fala e a admiramos como se fossem a pedra preciosa mais valiosa do mundo ou a luz no fim do túnel estreito e longo.
Até que chega o período intermediário: o relacionamento. É ao decorrer dele que percebemos se o verdadeiro amor ou somente a química passageira está dentro do nosso compromisso com o parceiro(a). Se a primeira opção for a correta e descobrirmos que, realmente, existem alma gêmeas podemos nos preparar para o altar e um confortável lugar ao lado do nosso par. Ou não. Mesmo com amor, tudo pode acabar num instante e, logo, vamos direto para o próximo passo. Junto daqueles que descobriram a segunda opção - química passageira - nesta intermediação.
E, finalmente, o terceiro e último período: o fim. Alguns de nós podem pular esta etapa, mas são meras exceções.
Agora estamos tentando esquecer o antigo relacionamento e dar um fim, de uma vez por todas, nas lágrimas, lembranças e marcas do passado. É nesse período que reconstruímos nosso coração. Tudo isso é feito com muito drama, é claro. Logo após passar por esse processo de recuperação, partimos para o período inicial. É, agora nós recomeçamos á procurar uma paixão mas, dessa vez, sem muita pressa.


P.S. Sou dramática e não gosto de sofrer por amor.  E quem gosta, né?

terça-feira, 16 de março de 2010

Meus medos.

Hoje resolvi falar sobre medo. É.
Tenho medo de muitas coisas: baratas, ratos, mar aberto, fogo... Mas esses são medinhos pequenos e, alguns, são quase nojo. E que nojo! Diz se as asas de uma barata - mesmo morta - não dão pavor? Risos. Ok, chega de nojeiras!
Antes, na minha infância, o homem-do-saco era o meu medo maior. Não podia ver um saco preto que ficava apavorada!
Enfim, atualmente sou cheia mesmo, é de medos grandes. Aqueles medos que apertam o coração tão forte que me faz suforcar... Medo de perder a família, os amigos... Medo de perder todos meus amores; que vão de mãe, passando por famosos, até bichinhos de estimação. Minha vida seria incompletíssima sem toda essa gente e pensar nisso dá medo.
Ops, olha ele aí de novo! Realmente, o medo faz parte da vida, mas não posso me prender á ele. Enfrentar o medo é uma atitude de desafio. Gosto disso! Um dia, talvez, eu aprenda á enfrentar e superar algum, assim como fiz com o homem-do-saco.
E você? Tem medo de quê?


"Perder o medo é se atirar no escuro, enfrentando o desconhecido."

- Leá Waider

segunda-feira, 15 de março de 2010

Primeira vez!

Hoje é a minha primeira vez e estou preparada. Sinto que vou ficar mais satisfeita comigo mesma depois de desabafar sobre (quase) tudo por aqui, neste mundinho curioso dos blogs.
Todos aqui já tiveram sua primeira vez... Bem, pelo menos, aqueles que já postaram no blogger, sim! E se você é um visitante, não fique receoso, venha escrever - pela primeira vez - um comentário abaixo deste post e compartilhe esse primeiro momento comigo. Ou conosco, talvez, já que ansio por muitos visitantes nesse meu cantinho.
Enfim, esse foi um post inesperado pois estava com muita vontade de postar aqui, então não, eu não sou tão louca assim. Só ás vezes!
Un besito.